Mapa da 15ª atualização do Plano SP — Foto: Reprodução/Governo de SP

Segundo João Doria, motivo é a instabilidade da pandemia no Estado. Comércio, bares e restaurantes continuam abertos, mas haverá aumento nas restrições.

O Alto Tietê voltou para a fase amarela do Plano São Paulo de retomada da economia. O anúncio foi feito pelo Governo do Estado de São Paulo, nesta segunda-feira (30), durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. Esta é a primeira regressão da região no plano.

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  • Internações, novos casos e mortes aumentam e Alto Tietê se prepara para possível segunda onda do coronavírus
  • Governo de SP anuncia recuo e coloca todo o estado na fase amarela do plano de flexibilização
  • Alto Tietê registra mais seis mortes pela Covid-19; total de óbitos pela doença é de 1.624 na região

Desde o dia 10 de outubro, as cidades da região, que integram a Grande São Paulo, estavam na fase verde do plano. De acordo com o governador João Doria, o retorno para o nível anterior ocorre em todo o Estado devido ao “claro aumento da instabilidade da pandemia”.

Com o retrocesso, eventos e atividades culturais voltam a ser proibidos, enquanto comércios, bares e restaurantes permanecem abertos, mas com aumento nas restrições de horário e capacidade de público. Segundo Doria, a mudança não deve alterar a programação de volta às aulas.

O que muda no retrocesso da fase verde para amarela:

  • Academias de esporte de todas as modalidades e centros de ginástica terão capacidade de ocupação máxima limitada de 60% para 30% do local e o horário reduzido de 12 para 10 horas, serão permitidas aulas e práticas individuais, já aulas e práticas em grupo serão suspensas;
  • Ocupação máxima de shopping centers, galerias, comércio e serviços passa de 60% para 40% da capacidade e o horário de funcionamento passa a ser reduzido de 12 para 10 horas por dia;
  • Praças de alimentação devem ser ao ar livre ou em áreas arejadas;
  • O consumo local em restaurantes ou bares deve funcionar somente ao ar livre ou em áreas arejadas, a ocupação máxima passará de 60% para 40% da capacidade do local e o horário de funcionamento será restrito a 10 horas por dia;
  • Ocupação máxima de salões e barbearias passa de 60% para 40% da capacidade e o horário de funcionamento passa a ser reduzido de 12 para 10 horas por dia;
  • Eventos, convenções e atividades culturais com público em pé voltam a ser proibidos. Além disso, terão sua capacidade máxima limitada de 60% para 40%, o controle de acesso será obrigatório, assim como hora e assentos marcados.
  • De acordo com o Plano São Paulo, cinemas, teatros e museus podem permanecer abertos na fase amarela. No entanto, as prefeituras têm autonomia para decidir o que e quando deve reabrir. Na capital paulista, o prefeito Bruno Covas (PSDB) determinou que a abertura dos setores da cultura só ocorreria quando a cidade estivesse na fase verde.
Regras de funcionamento da fase amarela do Plano São Paulo — Foto: Reprodução

O Plano São Paulo

Desde o dia 1º de junho, o governo estadual realiza diferentes flexibilizações da quarentena nas regiões do estado. Inicialmente, os critérios que baseiam a classificação eram:


  • ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
  • total de leitos por 100 mil habitantes;
  • variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
  • variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
  • variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior;
  • Na fase verde também são considerado óbitos e casos para cada 100 mil habitantes;
  • Regiões que atingirem as fases 3 (Amarela) ou 4 (Verde) permanecerão nessas fases desde que tenham indicadores semanais inferiores a 40 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e 5 mortes a cada 100 mil habitantes.

No dia 28 de agosto o Governo do Estado anunciou a adição de dois indicadores fixos, ou seja, que não fazem uma comparação com a semana anterior, para a avaliação da mudança de fase no Plano São Paulo.

São eles o número de internações por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e o número de óbitos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Esses critérios definem em quais fases de permissão de reabertura a região se encontra:

  • Vermelha: Alerta máximo
  • Laranja: Controle
  • Amarela: Flexibilização
  • Verde: Abertura parcial
  • Azul: Normal controlado

Nesta segunda-feira (30), o Governo do Estado anunciou que as reclassificações serão realizadas mensalmente, sendo que a próxima está programada para o dia 4 de janeiro. As avaliações de cada região, no entanto, ocorrerão a cada semana e pode haver retrocesso.

Histórico do Alto Tietê no Plano São Paulo

No início do Plano SP, o Alto Tietê foi classificado na fase vermelha, o que permitia apenas o funcionamento de atividades consideradas essenciais, a exemplo do que vinha acontecendo desde o início da quarentena no estado, em março.

A partir do dia 15 de junho, a região passou para a fase laranja, considerada de ‘controle’, que permitia o funcionamento de shoppings centers, comércio e serviços como escritórios, imobiliárias e concessionárias, com capacidade limitada a 20%, horário reduzido a quatro horas seguidas e adoção de protocolos padrões e setoriais específicos.

Após quatro semanas, no dia 13 de julho, a região foi reclassificada para a fase amarela, permitindo, assim, maior flexibilização no comércio e a reabertura gradual de setores como bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e academias, todos com restrições e adotando protocolos de segurança.

Após 15 dias nessa etapa, universidades puderam reabrir para atividades práticas, bem como cursos profissionalizantes e de educação não-regular, como de idiomas, música e dança.

Ao completar 28 dias, a reabertura do setor cultural também foi permitida, desde que fossem seguidos os critérios de segurança. Na ocasião, porém, o setor cultural do Alto Tietê avaliou que ainda era cedo para retomar as atividades presenciais.

As atividades foram retomadas apenas após a fase verde, onde a região foi classificada no dia 10 de outubro.

Coronavírus no Alto Tietê

Na última sexta-feira (27) o Alto Tietê contabilizou mais seis mortes pela Covid-19. O total de óbitos pela doença era de 1.624 desde o início da pandemia. Foram mais 246 novos casos da Covid-19 além de 139 recuperados. No acumulado, 36.990 moradores da região testaram positivo para o novo coronavírus, dos quais 29.523 estão curados.

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